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Título: Ana Jansen no imaginário maranhense
Autor(es): Araújo, Bruna Francielli Oliveira
Orientador: Abrantes, Elizabeth Sousa
Membro da Banca: Morais, Elisângela Coelho
Membro da Banca: Mateus, Natasha Nickolly Alhadef Sampaio
Data do documento: 2026-12-19
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: No Maranhão do século XIX, sob forte influência do patriarcado, as mulheres eram condicionadas aos espaços privados, voltadas à família. Ana Jansen se destaca como uma das maiores comerciante e proprietária de escravizados da província, rompendo com as normas ao exercer poder econômico e político no partido “Bem-te-vi”, desencadeando uma reação conservadora que resultou na construção do mito que a transforma em uma figura sobrenatural e cruel. Este estudo visa compreender como esse mito funcionou como mecanismo de desqualificação da presença feminina nos espaços de poder, consolidando uma memória negativa até a atualidade. Especificamente, analisa-se os condicionantes socioculturais que definiam os papéis de gênero na sociedade maranhense oitocentista; examina-se de que forma a trajetória singular de Ana Jansen desencadeou a mitificação pejorativa de sua imagem; e destaca-se seu protagonismo histórico em contraste com os processos de construção de sua memória. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e analítica, baseada na análise de fontes históricas, lendas urbanas, narrativas orais presentes em entrevistas realizadas na tese de doutorado de Novaes (2012) e no documentário “Me chame de Donana Jansen”. Concluiu-se que o mito cumpriu função punitiva simbólica, reforçando a exclusão das mulheres dos espaços públicos de poder e mantendo viva uma memória dualista, entre a coletiva e individual/familiar.
Resumo: In nineteenth-century Maranhão, under the strong influence of patriarchy, women were conditioned to private spaces centered on the family. Ana Jansen stands out as one of the province's largest merchants and slave owners, breaking with social norms by exercising economic power and engaging in politics within the “Bem-te-vi” party, which triggered a conservative backlash that resulted in the construction of myth an image portraying her as a supernatural and cruel figure. This study aims to understand how this myth functioned as a mechanism to disqualify female presence in spaces of power, consolidating a negative memory that persists to the present day. Specifically, it analyzes the sociocultural conditions that defined gender roles in nineteenth-century Maranhão society; examines how Ana Jansen's singular trajectory led to the pejorative mythification of her image; and highlights her historical protagonism in contrast to the processes of constructing her memory. This is a qualitative, descriptive, and analytical research based on the analysis of historical sources, urban legends, and oral narratives present in interviews conducted for Novaes (2012) doctoral thesis and in the documentary “Me chame de Donana Jansen”. It was concluded that the myth served a symbolicpunitive function, reinforcing the exclusion of women from public spaces of power and maintaining a dualistic memory—between the collective and the individual/familial.
Palavras-chave: Ana Jansen
Poder
Mito
Memória
Gênero
Política maranhense
Maranhão - século XIX
Escravidão
Partido Bem-ti-vi
Maranhão oitocentista
Sociedade maranhense
Donana Jansen
Mulher - política
Papel feminimo
Patriarcado
Power
Myth
Memory
Gender
Maranhão politics
Maranhão – 19th century
Slavery
Maranhão society
Women in politics
Women's role
Aparece nas coleções:Curso de Licenciatura em História - CECEN - UEMA - Monografias

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