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dc.creatorSilva, Vanessa de Paula de Moura Sousa-
dc.date.accessioned2026-08-24T13:38:55Z-
dc.date.available2026-08-24-
dc.date.available2026-08-24T13:38:55Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationSILVA, Vanessa de Paula de Moura Sousa. “Do barro vem, para o barro volta”: uso tradicional dos recursos e a luta de ceramistas por autonomia e direitos territoriais em Itamatatiua, Alcântara, Maranhão. 2025. 98 f. Dissertação (Mestrado em Cartografia Social e Política da Amazônia) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Estadual do Maranhão, São Luís - MA, 2025. Disponível em: https://repositorio.uema.br/handle/123456789/6487.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6487-
dc.description.abstractThis research was conducted in the Itamatatiua community, municipality of Alcantara, in the State of Maranhão (Brazil) and focused on the women that identify themselves as “potters” (ceramistas). They practice clay drawing in the natural fields of the Baixada Maranhense without causing ecological imbalance or environmental damage. For this purpose, these women organize themselves in associations that are responsible for the extraction of lumber, as well as transportation of the trunk used to lift the mast for the Saint Tereza festival. Through ethnographic work it was possible to note that such conservationist practices of clay drawing provided the conditions for continuous reproduction of different plant species in the fields. By accompanying the practices for “dish” (louças) making – which is the designation given by women potters for artifacts and pieces they produce – it was possible to understand that this artisanal activity is not disconnected to the struggle for land maintenance or for territorial rights of that quilombola community. Along with the ethnographic description of the “dish making” (feitura de louças) process I also tried to analyze the perspective of women potters before the possibility for inviolability of their territory. Furthermore, I realized that these women are important social agents who stand at the front line of an extermination project. These women manage to keep standing the palm tree, the houses, the fields and the bodies of their sons and daughters, grandsons and granddaughters, great-grandsons and great-granddaughters, nephews and nieces, godchildren, besides households, as their networks of support and affection are not limited to blood ties and kinship.pt_BR
dc.description.sponsorshipFAPEMA-
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Estadual do Maranhãopt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectCerâmicapt_BR
dc.subjectMulherespt_BR
dc.subjectTerritóriopt_BR
dc.subjectLutapt_BR
dc.subjectResistênciapt_BR
dc.subjectCeramicspt_BR
dc.subjectWomenpt_BR
dc.subjectTerritorypt_BR
dc.subjectFightpt_BR
dc.subjectResistancept_BR
dc.title“Do barro vem, para o barro volta”: uso tradicional dos recursos e a luta de ceramistas por autonomia e direitos territoriais em Itamatatiua, Alcântara, Maranhãopt_BR
dc.title.alternative"From clay it comes, to clay it returns": traditional resource use and the struggle of potters for autonomy and territorial rights in Itamatatiua, Alcântara, Maranhãopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3106086274055056pt_BR
dc.contributor.advisor1Almeida, Alfredo Wagner Berno de-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-4039-9111pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1596401343987246pt_BR
dc.contributor.referee1Pereira Junior, Davi-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-6858-7245pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6588396745137152pt_BR
dc.contributor.referee2Martins, Cynthia Carvalho-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-7327-8551pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2373966756469294pt_BR
dc.description.resumoEste trabalho de pesquisa foi realizado no povoado de Itamatatiua, município de Alcântara, Maranhão e focalizou as atividades das mulheres que se autodefinem como ceramistas. Elas praticam o tiramento do barro nos campos naturais da Baixada Maranhense sem provocar desequilíbrio ecológico ou danos ambientais. Além dessas atividades, elas também desempenham funções nos quintais, com as unidades de plantio, nas roças, rocinhas, cuidados com animais domésticos, extração de azeite, entre outras atividades. Isso garante o sustento de suas famílias, tanto no chamado “interior”, quanto nas cidades como Âlcântara, São Luís, e outras. Para tanto, elas se organizam em formas associativas, que tanto cuidam da extração de madeira, quanto do transporte de tronco para erguer o mastro da festa de Santa Tereza. A partir do trabalho etnográfico foi possível perceber que essas práticas tradicionais de tiramento do barro propiciam condições para que as espécies vegetais se reproduzam sem descontinuidades nos campos. Acompanhando as práticas de feitura das louças – que é como as mulheres ceramistas designam os artefatos e peças que produzem – foi possível perceber que esta atividade artesanal não se dissocia das lutas pela manutenção das terras e pelos direitos territoriais daquela comunidade quilombola. Juntamente com a descrição etnográfica do processo de feitura de louças busquei analisar também a perspectiva das mulheres ceramistas face a garantia da permanência em seu território. Além disso, percebi que as mulheres são importantes agentes sociais que se colocam na linha de frente de um projeto de extermínio. Essas mulheres conseguem manter em pé as palmeiras, as casas, os campos e os corpos de seus filhos e filhas, netos e netas, bisnetos e bisnetas, sobrinhos e sobrinhas, afilhados e afilhadas, além de agregados, pois as redes de apoio e afeto não se limitam a laços sanguíneos e de parentesco.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCampus São Luis Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSApt_BR
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CARTOGRAFIA SOCIAL E POLÍTICA DA AMAZÔNIA - PPGCSPApt_BR
dc.publisher.initialsUEMApt_BR
dc.subject.cnpqAntropologiapt_BR
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