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Título: É brincadeira ou racismo recreativo? O olhar das juventudes do C.E. Gonçalves Dias sobre o racismo recreativo
Título(s) alternativo(s): Is it a joke or recreational racism? The perspective of the youth at C.E. Gonçalves Dias on recreational racism
Autor(es): Sousa, Tatiara Assunção
Orientador: Santos, Elizete
Membro da Banca: Silva, Rosane Lopes e
Membro da Banca: Santos, Antonio Henrique Passos de Sousa
Data do documento: 2026-07-08
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: A proposta do presente trabalho tem como objetivo compreender a percepção das juventudes do C.E. Gonçalves Dias sobre “racismo recreativo” definido como uma política cultural que utiliza o humor, e as piadas para colocar indivíduos negros em condições de inferioridade. (Moreira, 2019), entre as juventudes, esse fenômeno evidencia-se nas interações cotidianas, no ambiente escolar, espaço de convergência de diferentes identidades onde, frequentemente, o racismo passa despercebido e é interpretado como mera “brincadeira”. A pesquisa é de caráter qualitativo e de campo, diante disso busca-se identificar por meio do método da observação não participante, atitudes, falas, e piadas específicas do fenômeno racismo recreativo entre as juventudes do C.E. Gonçalves Dias, e analisar os impactos nas relações interpessoais das juventudes. O estudo está fundamentado nas contribuições de teóricos como Silvio Almeira (2019), Adilson Moreira, (2019); Djamila Ribeiro (2019) Grada Kilomba (2018), Nilma Lino Gomes, (2021), Hall, (2014), Antônio Groppo (2018), (Munanga (2005) Lilia Schwarcz (2011); Cecília da Silva (2011) Lelia Gonzales (1984), entre outros. A luz da análise dos dados, é possível concluir que a falta de conhecimento das juventudes sobre o fenômeno “racismo recreativo”, naturaliza, camufla e fortalece as raízes do preconceito, resultando em graves danos psicológicos, sociais e físicos para as juventudes negras.
Resumo: This study aims to understand how young people at C.E. Gonçalves Dias perceive "recreational racism"—defined as a cultural practice that uses humor and jokes to position Black individuals as inferior (Moreira, 2019). Among these young people, the phenomenon manifests in everyday interactions within the school environment—a space where diverse identities converge and where racism often goes unnoticed, dismissed as mere "joking." This qualitative field study employs non-participant observation to identify the attitudes, speech, and specific jokes associated with recreational racism among the youth at C.E. Gonçalves Dias and to analyze the impact on their interpersonal relationships. The study draws on the work of theorists such as Silvio Almeida (2019), Adilson Moreira (2019), Djamila Ribeiro (2019), Grada Kilomba (2018), Nilma Lino Gomes (2021), Hall (2014), Antônio Groppo (2018), Munanga (2005), Lilia Schwarcz (2011), Cecília da Silva (2011), and Lelia Gonzalez (1984), among others. Analysis of the data leads to the conclusion that the Young people's lack of awareness regarding "recreational racism" naturalizes, masks, and reinforces the roots of prejudice, resulting in severe psychological, social, and physical harm to Black youth.
Palavras-chave: Racismo Recreativo
Juventudes
Escola
Identidades
Brincadeira
Recreational Racism
Youths
School
Joke
Identities
Aparece nas coleções:Curso de Licenciatura em Ciências Sociais - Caxias UEMA - Monografias

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