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Título: Quantificação espaço-temporal da fragmentação florestal na Amazônia e seu impacto nos estoques de carbono.
Título(s) alternativo(s): Spatiotemporal quantification of forest fragmentation in the Amazon and its impact on carbon stocks.
Autor(es): Silva, Karla Karliane Pereira
Orientador: Gehring, Christoph
Membro da Banca: Muniz, Francisca Helena
Membro da Banca: Rodrigues, Taíssa Caroline Silva
Data do documento: 2025-05-27
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: Entre 1990 e 2021, a Amazônia Internacional perdeu 672.295 km² de cobertura florestal. Este estudo analisou os impactos da fragmentação florestal nesse período, com base em sete classes morfológicas de paisagem: Núcleo, Borda, Ponte, Laço, Ramo, Ilhota e Perfuração. Utilizou-se o modelo MSPA e imagens Sentinel-2 para classificar e quantificar a conectividade estrutural, estimando os estoques de carbono a partir de dados de biomassa aérea. As estimativas de emissão de CO₂ foram obtidas com base em fatores de conversão reconhecidos. A análise estatística demonstrou diferenças significativas entre as classes, com destaque para a redução das áreas de Núcleo, principais reservatórios de carbono. A Guiana Francesa manteve 74,22% da floresta em estado de Núcleo; a Bolívia, 27,06%; o Brasil, 43,29% da floresta remanescente fragmentada. As áreas mais isoladas apresentaram menor densidade de biomassa, indicando elevada vulnerabilidade à degradação. No total, as emissões estimadas decorrentes da fragmentação somaram 9,48 Pg de CO₂, equivalentes a 31,61% das emissões totais do desmatamento no período. Os dados evidenciam que a fragmentação florestal contribui de forma expressiva para o aumento das emissões e reforçam a importância da manutenção de grandes blocos contínuos de vegetação para a integridade dos ecossistemas.
Resumo: Between 1990 and 2021, the International Amazon lost 672,295 km² of forest cover. This study analyzed the impacts of forest fragmentation during this period, based on seven morphological landscape classes: Core, Edge, Bridge, Loop, Branch, Islet, and Perforation. The MSPA model and Sentinel-2 imagery were used to classify and quantify structural connectivity, estimating carbon stocks from aerial biomass data. CO₂ emission estimates were obtained based on recognized conversion factors. Statistical analysis showed significant differences between classes, with emphasis on the reduction of Core areas, the main carbon reservoirs. French Guiana maintained 74.22% of the forest in Core state; Bolivia, 27.06%; and Brazil, 43.29% of the remaining forest fragmented. The most isolated areas had lower biomass density, indicating high vulnerability to degradation. In total, estimated emissions resulting from fragmentation amounted to 9.48 Pg of CO₂, equivalent to 31.61% of total emissions from deforestation during the period. The data show that forest fragmentation contributes significantly to the increase in emissions and reinforces the importance of maintaining large continuous blocks of vegetation for the integrity of ecosystems.
Palavras-chave: Amazônia
Emissões de CO₂
Fragmentação
Biomassa Florestal
Amazon
CO₂ emissions
Fragmentation
Forest biomass
Aparece nas coleções:Mestrado em Agroecologia CCA - Dissertações

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