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https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6793| Título: | A Escolarização na terra indígena rio Pindaré: ressignificações interculturais frente à lógica desenvolvimentista |
| Título(s) alternativo(s): | Schooling in the Rio Pindaré Indigenous Territory: Intercultural Re-significations in the Face of Developmentalist Logic |
| Autor(es): | Santos Neto, Edson Dias dos |
| Orientador: | Furtado, Marivania Leonor Souza |
| Membro da Banca: | Oliveira, Ana Caroline Amorim |
| Membro da Banca: | Loureiro, Bráulio Roberto de Castro |
| Data do documento: | 2024-04-12 |
| Editor: | Universidade Estadual do Maranhão |
| Resumo: | A configuração socioespacial do Maranhão, na atualidade, é marcada pelos grandes projetos “desenvolvimentistas” implantados nesse Estado a partir da década de 1960, sendo destacado o Projeto Grande Carajás, administrado pela então Companhia Vale do Rio Doce, atual Vale S.A. Entretanto, esses investimentos “desenvolvimentistas”, sob o discurso de fortalecer a economia nacional e/ou o capital privado, geraram no estado profundas desigualdades sociais, além de efeitos socioambientais que afetam, sobretudo, povos e comunidades tradicionais que historicamente habitam esse território, de modo que, necessário se faz um olhar que problematize o “desenvolvimento” em suas múltiplas formas e efeitos sociais. As atividades da Vale S.A. têm provocado circunstâncias nocivas às comunidades localizadas no Noroeste do Maranhão, sobretudo aos territórios indígenas presentes nessa região, uma vez que fragiliza o controle territorial e desmobiliza as políticas e práticas de proteção e conservação ambiental, conforme se observa na Terra Indígena Rio Pindaré, do povo indígena Tentehar/Guajajara. Diante desse contexto, este estudo se preocupa em indagar como os indígenas da Terra Indígena Rio Pindaré têm se articulado em frentes de resistências, buscando uma forma de definir o projeto societário dessa comunidade e colocar em questão a imposição da lógica colonizadora hegemônica, sendo uma dessas estratégias utilizadas o processo de escolarização intercultural. Para a construção desta pesquisa, me apropriei metodologicamente da etnografia apresentada por Geertz (1989); das noções decoloniais fundamentadas nas “histórias fronteiriças” propostas por Mignolo (2003); da interculturalidade crítica proposta Walsh (2009); das interpretações de Almeida (2008) a respeito dos processos de ocupação territorial maranhense, dentre outras. Utilizo como estratégias para construção reflexiva: interlocuções, observações situadas, além de registros fotográficos. Conclui-se que há a (im)possibilidade de que as estratégias político-pedagógicas de cunho educacional específico e diferenciados estejam sendo construídas como um elemento que opera em oposição às investidas desenvolvimentistas do capital. Por isso, no presente trabalho observou-se a relação dos efeitos socioculturais impostos pela presença da Vale S.A. na Terra Indígena Rio Pindaré, cuja consequência refletiu na construção de uma educação intercultural e diferenciada voltada para o projeto próprio Tentehar, frente à dinâmica do “desenvolvimento” hegemônico |
| Resumo: | The socio-spatial configuration of Maranhão, today, is marked by the large “developmental” projects implemented in that State from the 1960s onwards, with emphasis on the Grande Carajás Project, managed by the then Companhia Vale do Rio Doce, now Vale S.A. However, these investments “developmentalists”, under the discourse of strengthening the national economy and/or private capital, generated deep social inequalities in the state, in addition to socio-environmental effects that affect, above all, traditional peoples and communities that historically inhabit this territory, so that, necessary a look is made that problematizes “development” in its multiple forms and social effects. Vale S.A.'s activities have caused harmful circumstances to communities located in the Northwest of Maranhão, especially to indigenous territories present in this region, as it weakens territorial control and demobilizes environmental protection and conservation policies and practices, as observed in the Indigenous Land Pindaré River, belonging to the Tentehar/Guajajara indigenous people. Given this context, this study is concerned with investigating how the indigenous people of the Rio Pindaré Indigenous Land have articulated themselves on fronts of resistance, seeking a way to define the societal project of this community and question the imposition of the hegemonic colonizing logic, one of which is strategies used in the intercultural schooling process. To construct this research, I methodologically appropriated the ethnography presented by Geertz (1989); of decolonial notions based on “border histories” proposed by Mignolo (2003); the critical interculturality proposed by Walsh (2009); Almeida's (2008) interpretations regarding the processes of territorial occupation in Maranhão, among others. I use strategies for reflective construction: interlocutions, situated observations, in addition to photographic records. It is concluded that there is the (im)possibility that political- pedagogical strategies of a specific and differentiated educational nature are being constructed as an element that operates in opposition to the developmental advances of capital. Therefore, in the present work we observed the relationship between the sociocultural effects imposed by the presence of Vale S.A. in the Rio Pindaré Indigenous Land, the consequence of which reflected in the construction of an intercultural and differentiated education focused on the Tentehar project itself, in the face of the dynamics of “development hegemonic |
| Palavras-chave: | Povo indígena Tentehar/Guajajara Desenvolvimento Vale S.A. Educação Intercultural Resistência Tentehar/Guajajara indigenous people Development Intercultural Education Resistance |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Desenvolvimento Socioespacial e Regional - CCSA - Dissertações |
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