Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6748
Título: A casa é minha, mas e o direito? Autonomia das mulheres quilombolas e os desafios do trabalho social no Residencial Mato Grosso III (PMCMV) em São Luís/MA
Título(s) alternativo(s): The House Is Mine, But What About the Rights? Autonomy of *Quilombola* Women and the Challenges of Social Work at Residencial Mato Grosso III (PMCMV) in São Luís, Maranhão
Autor(es): Leles, Irene Martins
Orientador: Muniz, Zulene
Membro da Banca: Silva, David Junior de Souza
Membro da Banca: Gonçalves, Renata Cristina
Data do documento: 2026
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: A presente dissertação analisa a experiência das mulheres quilombolas beneficiárias do Residencial Mato Grosso III, localizado em São Luís, Maranhão, empreendimento habitacional vinculado ao Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). O estudo parte da compreensão de que a moradia, enquanto direito social, não se restringe à entrega material da unidade habitacional, mas envolve dimensões simbólicas, territoriais, culturais e políticas fundamentais para a construção da autonomia. Fundamentada no materialismo histórico-dialético e em uma abordagem qualitativa, a pesquisa articula as categorias gênero, classe social, identidade quilombola, território e autonomia, dialogando com autoras e autores do pensamento crítico, feminista negro e da geografia crítica. O trabalho evidencia que, embora o PMCMV represente um avanço no acesso à moradia para populações historicamente excluídas, sua implementação no contexto quilombola urbano revela contradições estruturais, como a segregação socioespacial, a descontinuidade do trabalho social, a precariedade da infraestrutura urbana e a ruptura de vínculos comunitários e culturais. Os dados empíricos, obtidos por meio de observação, entrevistas e análise documental, demonstram que o prolongado tempo de espera pela entrega das unidades habitacionais produziu impactos objetivos e subjetivos na vida das mulheres, configurando uma forma de violência institucional que compromete suas trajetórias e projetos de vida. Conclui-se que a efetivação do direito à moradia em territórios quilombolas urbanos exige políticas habitacionais integradas, intersetoriais e sensíveis às especificidades de gênero, raça e território, reconhecendo as mulheres quilombolas como protagonistas na luta por autonomia, justiça social e direito à cidade
Resumo: La presente disertación analiza la experiencia de las mujeres quilombolas beneficiarias del Residencial Mato Grosso III, ubicado en São Luís, Maranhão, emprendimiento habitacional vinculado al Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). El estudio parte de la comprensión de que la vivienda, en cuanto derecho social, no se limita a la entrega material de la unidad habitacional, sino que involucra dimensiones simbólicas, territoriales, culturales y políticas fundamentales para la construcción de la autonomía. Fundamentada en el materialismo histórico-dialéctico y en un enfoque cualitativo, la investigación articula las categorías de género, clase social, identidad quilombola, territorio y autonomía, dialogando con autoras y autores del pensamiento crítico, feminista negro y de la geografía crítica. El trabajo evidencia que, aunque el PMCMV representa un avance en el acceso a la vivienda para poblaciones históricamente excluidas, su implementación en el contexto quilombola urbano revela contradicciones estructurales, como la segregación socioespacial, la discontinuidad del trabajo social, la precariedad de la infraestructura urbana y la ruptura de vínculos comunitarios y culturales. Los datos empíricos, obtenidos mediante observación, entrevistas y análisis documental, demuestran que el prolongado tiempo de espera para la entrega de las unidades habitacionales produjo impactos objetivos y subjetivos en la vida de las mujeres, configurando una forma de violencia institucional que compromete sus trayectorias y proyectos de vida. Se concluye que la efectivización del derecho a la vivienda en territorios quilombolas urbanos exige políticas habitacionales integradas, intersectoriales y sensibles a las especificidades de género, raza y territorio, reconociendo a las mujeres quilombolas como protagonistas en la lucha por la autonomía, la justicia social y el derecho a la ciudad
Palavras-chave: Autonomia feminina
Mulheres quilombolas
Política habitacional
Trabalho social
Território quilombola urbano
Autonomía femenina
Mujeres quilombolas
Política habitacional
Trabajo social
Territorio quilombola urbano
Aparece nas coleções:Mestrado em Desenvolvimento Socioespacial e Regional - CCSA - Dissertações

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
DISSERTAÇÃO – IRENE MARTINS LELES – PPDSR CCSA UEMA - 2026.pdfPDF-A56.33 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.