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Título: Sob o céu escarlate: racismo urbano e agencidades negras em São Luís (MA) no século XX
Título(s) alternativo(s): Under the scarlet sky: urban racism and black agency in São Luís (Maranhão) in the Twentieth Century
Autor(es): Anchieta, Larissa Bianca
Orientador: Pflueger, Grete Soares
Membro da Banca: Rolnik, Raquel
Membro da Banca: Lara, Fernando Luiz
Membro da Banca: Ramos, Diana Helene
Data do documento: 2026-04-30
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: Esta pesquisa investiga como a colonialidade estrutura o planejamento urbano e propõe o conceito de “Agencidade” enquanto categoria analítica da produção subalterna do espaço: uma tecnologia de resistência que funde a fixação arquitetônica (assentamentos) e a mobilidade urbanística (fluxos) para instituir um urbanismo decolonial. A partir da teoria decolonial e de autores como Rolnik (1989; 1997; 2023), Lara (2018; 2021; 2022) e Carneiro (2005; 2023), o trabalho discute as estruturas coloniais do urbanismo e a cultura popular enquanto ferramenta insurgente de combate à colonialidade e ao racismo urbano. O recorte temporal enfatiza as primeiras décadas do século XX diante dos projetos higienistas e a ocupação periférica da cidade. As principais áreas abordadas neste trabalho são os assentamentos formados nas margens do perímetro urbano da cidade e nas proximidades dos manguezais. O estudo problematiza o apagamento de experiências urbanas e arquitetônicas na produção de urbanizações alternativas e contrahegemônicas, articulando uma leitura crítica acerca da modernidade inserida em diversas escalas da vida coletiva e cotidiana. Ao interseccionar raça, gênero e urbanismo, esta pesquisa propõe uma leitura crítica acerca da modernidade materializada no planejamento urbano ludovicense, ampliando o debate e dando ênfase para perspectivas raciais
Resumo: This research investigates how coloniality structures urban planning and proposes the concept of "Agencity" (in English, "urbancy") as an analytical category of the subaltern production of space: a technology of resistance that merges architectural fixation (settlements) and urban mobility (flows) to institute a decolonial urbanism. Based on decolonial theory and authors such as Rolnik (1989; 1997; 2023), Lara (2018; 2021; 2022) e Carneiro (2005; 2023), the paper discusses the colonial structures of urbanism and popular culture as an insurgent tool to combat coloniality and urban racism. The temporal focus emphasizes the first decades of the 20th century in relation to hygienist projects and the peripheral occupation of the city. The main areas addressed in this work are the settlements formed on the outskirts of the city's urban perimeter and near the mangroves. The study problematizes the erasure of urban and architectural experiences in the production of alternative and counter-hegemonic urbanizations, articulating a critical reading of modernity embedded in various scales of collective and everyday life. By intersecting race, gender, and urbanism, this research proposes a critical reading of modernity materialized in urban planning in São Luís, expanding the debate and emphasizing racial perspectives.
Palavras-chave: Decolonialidade
Raça
Urbanismo
Racismo urbano
Agencidade
Decoloniality
Race
Urbanism
Urban Racism
Urbancy
Aparece nas coleções:Mestrado em Desenvolvimento Socioespacial e Regional - CCSA - Dissertações

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