Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6717
Título: A construção imagética da Morte como personagem insólita em A menina que roubava livros (2005), de Markus Zusak
Título(s) alternativo(s): The construction of Death as an unusual character in The Book Thief (2005) by Markus Zusak
Autor(es): Oliveira, Beatriz Rodrigues Cunha de
Orientador: Brussio, Josenildo Campos
Membro da Banca: Souza, José Ailson Lemos de
Membro da Banca: Ferreira, Elizete Albina
Data do documento: 2026-04-29
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: A presente dissertação parte da crescente relevância dos estudos do imaginário e do insólito ficcional na teoria e crítica literária contemporânea. O objetivo é investigar de que modo a construção imagética da personagem Morte, enquanto sujeito narrativo, articula o insólito ficcional no romance A menina que roubava livros (2005), de Markus Zusak, e atualiza simbolicamente imagens arquetípicas primordiais. Para isso, a pesquisa fundamenta-se nos estudos de, dentre outros teóricos, Candido (2021), Rosenfeld (2021), Reis (2018) e Bordini (2006) acerca da personagem de ficção, bem como nas contribuições de Todorov (2010) e Bessiére (2012) para o estudo do fantástico e do insólito ficcional, adentrando nas considerações de França (2015, 2016), Camus (2019) e Pietri (1990) para discutir suas variantes. Além disso, a análise imagética e simbólica da personagem é pautada em Jung (2002, 2016), Bachelard (2008) e Durand (2012). Qualifica-se como uma pesquisa bibliográfica, qualitativa, descritiva, analítica, exploratória e de natureza aplicada. O estudo evidencia a interseção entre literatura, imaginário e inconsciente coletivo, além de ressaltar a pluralidade das manifestações do insólito ficcional. A análise demonstrou a presença dessa personagem como operador imagético de múltiplas modalidades do insólito ficcional, contemplando uma pluralidade do gótico ao estranho, do absurdo ao maravilhoso, dentro de uma mesma narrativa. Ainda, verificou-se que a obra de Zusak ressignifica imagens arquetípicas, construindo um retrato da Morte que oscila entre regime diurno e noturno de imagem (nos termos durandianos) e incorpora arquetípicos como o da Grande-mãe, da Velha Sábia e da Heroína, conferindo à trama uma perspectiva singular e sensível que desafia as representações tradicionais dessa figura. Assim, a obra emerge como uma narrativa que subverte as convenções e amplia as fronteiras da experiência literária ao instaurar uma poética de polivalência que reside na personagem Morte.
Resumo: This dissertation is grounded in the growing relevance of studies on the imaginary and the fictional uncanny within contemporary literary theory and criticism. Its objective is to investigate how the imagetic construction of the character Death, as a narrative subject, articulates the fictional uncanny in the novel The Book Thief (2005), by Markus Zusak, while symbolically updating primordial archetypal images. To this end, the research draws upon the studies of, among other theorists, Candido (2021), Rosenfeld (2021), Reis (2018), and Bordini (2006) concerning the fictional character, as well as the contributions of Todorov (2010) and Bessière (2012) to the study of the fantastic and the fictional uncanny, further engaging with the considerations of França (2015, 2016), Camus (2019), and Pietri (1990) in order to discuss its variants.In addition, the imagetic and symbolic analysis of the character is informed by Jung (2002, 2016), Bachelard (2008), and Durand (2012). This study is characterized as a bibliographic, qualitative, descriptive, analytical, exploratory, and applied research. The findings highlight the intersection between literature, the imaginary, and the collective unconscious, as well as underscore the plurality of manifestations of the fictional uncanny. The analysis demonstrates the presence of this character as an imagetic operator of multiple modalities of the fictional uncanny, encompassing a spectrum ranging from the Gothic to the uncanny, from the absurd to the marvelous, within a single narrative. Furthermore, it was observed that Zusak’s work resignifies archetypal images, constructing a portrayal of Death that oscillates between the diurnal and nocturnal regimes of imagery (in Durandian terms) and incorporates archetypes such as the Great Mother, the Wise Old Woman, and the Heroine, thereby endowing the narrative with a singular and sensitive perspective that challenges traditional representations of this figure. Thus, the novel emerges as a narrative that subverts conventions and expands the boundaries of literary experience by establishing a poetics of polyvalence centered on the character Death.
Palavras-chave: Morte
Insólito
Imagem
Arquétipo
Markus Zusak
Death
Uncanny
Image
Archetype
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras - CECEN - Dissertações

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
DISSERTAÇÃO - BEATRIZ RODRIGUES CUNHA DE OLIVEIRA - PPGL CECEN UEMA - 2026.pdfPDF/A1.55 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.