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https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6651| Título: | Em defesa do saber feminino na obra A cidade das damas, de Christine de Pizan (1405) |
| Autor(es): | Mendes, Julianna Carolina Ferreira |
| Orientador: | Zierer, Adriana Maria de Souza |
| Membro da Banca: | Messias, Bianca Trindade |
| Membro da Banca: | Mateus, Natasha Nickolly Alhadef Sampaio |
| Data do documento: | 2025-12-16 |
| Editor: | Universidade Estadual do Maranhão |
| Resumo: | Este trabalho explora como a obra A Cidade das Damas (1405), de Christine de Pizan, legitima o saber feminino. A obra utiliza uma arquitetura alegórica (Razão, Retidão e Justiça) e um vasto catálogo de exemplos de mulheres notáveis para construir critérios de autoridade intelectual feminina, desafiando a tradição misógina medieval e a “querelle des femmes”. Os objetivos específicos fundamentam-se na busca em mapear as tipologias de saber atribuídas às personagens exemplares (literário, político, técnico/artesanal e moral/teológico), identificar as estratégias retóricas que estruturam a persuasão (tríade alegórica, diálogo pedagógico, reinterpretação de autoridades) e demonstrar como a tradição misógina Medieval especialmente expressa no Roman de la Rose, foi confrontada por Christine de Pizan. A metodologia adota uma leitura histórico-intelectual e retórico-argumentativa, baseada em fontes secundárias de acesso aberto. Os resultados demonstram que Christine de Pizan defende a igualdade intelectual feminina, condicionada ao acesso à instrução e à experiência, deslocando explicações essencialistas para uma abordagem socioeducacional. O catálogo de exemplos funciona como prova e material pedagógico, reordenando a memória de feitos femininos com base em utilidade pública, virtudes e obras. Conclui-se que a “cidade” atua como fortaleza, arquivo e escola, promovendo um modelo de “justiça epistêmica” (processo de reparação das injustiças sofridas pelas mulheres enquanto sujeitos do conhecimento) com relevância atual. |
| Resumo: | This thesis examines how Christine de Pizan’s The Book of the City of Ladies (1405) legitimizes women’s knowledge. The work employs an allegorical architecture (Reason, Rectitude, and Justice) and a broad catalogue of examples of notable women to establish criteria for female intellectual authority, challenging medieval misogynistic tradition and the “querelle des femmes”. The specific objectives are based on mapping the typologies of knowledge attributed to the exemplary characters (literary, political, technical/craft, and moral/theological), identifying the rhetorical strategies that structure persuasion (allegorical triad, pedagogical dialogue, reinterpretation of authorities), and demonstrating how the misogynistic Medieval tradition, especially as expressed in the Roman de la Rose, was confronted by Christine de Pizan. The methodology adopts a historical-intellectual and rhetorical-argumentative approach, based on open-access secondary sources. Findings indicate that Christine shifts essentialist explanations toward a socio-educational reading of differences, advocating for intellectual equipotentiality conditioned by access to schooling and experience. The catalogue of examples serves as both proof and pedagogical material, reordering the memory of women’s achievements around public utility, virtues, and authorship. It is concluded that the “city” functions simultaneously as a fortress, archive, and school, offering a model of “epistemic justice” (a process of repairing injustices suffered by women as subjects of knowledge) with contemporary resonance. |
| Palavras-chave: | Christine de Pizan Saber feminino Mulheres intelectuais A Cidade das Damas Idade Média Justiça epistêmica Mulheres notáveis Autoridade intelectual - feminina Querelle des femmes Misóginia medieval Roman de la Rose Baixa Idade Média Inferioridade feminina - Idade Média Escritora medieval Razão Retidão Justiça Cenário literário - Medievo Resistência feminina Women's knowledge Intellectual women The City of Ladies Middle Ages Epistemic justice Notable women Intellectual authority – female Medieval misogyny Late Middle Ages Female inferiority – Middle Ages Medieval writer Reason Righteousness Justice Literary Setting – Medieval Period Women's resistance |
| Aparece nas coleções: | Curso de Licenciatura em História - CECEN - UEMA - Monografias |
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| MONOGRAFIA -JULIANNA CAROLINA FERREIRA MENDES - HISTÓRIA UEMA 2025.pdf | PDF A | 1.77 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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