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https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6270Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.creator | Kariú, Layo Amõkanewy Bulhão | - |
| dc.date.accessioned | 2026-07-07T18:44:43Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-07 | - |
| dc.date.available | 2026-07-07T18:44:43Z | - |
| dc.date.issued | 2025-07-14 | - |
| dc.identifier.citation | KARIÚ, Layo Amõkanewy Bulhão. Yaruámèt’hö: flechas da memória na luta pela existência, reconhecimento e território Kariú Kariri em Marechal Thaumaturgo/AC: pensamento originarial contra a negação do estado brasileiro. 2025. 149 f. Dissertação (Mestrado em Cartografia Social e Política da Amazônia) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Estadual do Maranhão, São Luís, 2025. Disponível em: https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6270. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6270 | - |
| dc.description.abstract | This dissertation is a demarcation of epistemic territory within academia and a manifestation of the collective struggle of the Kariu Kariri people of the Amônia River in Marechal Thaumaturgo in Acre. We present our perspective for an Original Anthropology, seeking to confront the academic-colonizing gaze, proposing alternative ways of thinking and narrating experiences in the field of knowledge in a circular way. The central foundations of this work are rooted in our tokênhé (elders), the enchanted, the land, the forest, the waters. We follow our own methodology, called Mékábú (a form that is close to our orality). It integrates ancestral graphic designs with this written form, conceived as a contemporary grafismo, incorporating the mother tongue and academic writing in an approach that values Originarial thought and relationality. Throughout the fieldwork conducted in the Natiá (villages) of the Kariu from the Amônia River, memories were retrieved, and historical manuscripts and documents, which have supported contemporary struggles, were revisited. The aim was to inscribe possibilities for confronting the conflicts, historical violence, and state and institutional racism faced by the Kariu Kariri Indigenous people in Acre since the 19th century. Structured around three Yaruámét’hö (arrows of memory), the first section presents the methodological foundations, questioning the Eurocentric frameworks of anthropology and proposing a form of writing that emerges from the memories, spirituality, and narratives of the subjects themselves, who are co-authors of this text. This section reaffirms our epistemic presence within academia through writing in our mother tongue, confronting the challenges of engaging with the hegemonic thought upon which academic writing is traditionally based. The second arrow examines our (relational collective memories) dunetonaté and provides an overview of the historical displacements of the Kariu Kariri people, who were forcibly moved from the Cariri Valley (CE) to Acre, including the period of slavery in the rubber plantations during the Rubber Boom cycles. The final section analyzes the territorial conflicts stemming from the ongoing ethnic denial by the state against the Kariu Kariri people, which intensified after the official recognition of the Arara Indigenous Land of the Amônia River, overlapping with the Alto Juruá Extractive Reserve—the territory inhabited by the Kariu Kariri and other descendants of rubber tappers. The work concludes with Anætó (what we desire): the demarcation of a permanent territory for the Kariu Kariri people, one that ensures their dîwóbá kanewy (well-being) and existence, as well as respect for their fundamental rights recognized by the Constitution, thereby guaranteeing the continuity of their cultural traditions and multiple spiritualities. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Dutorarã aerãkuara sãcry bihé mómé mekábú anémébú raddapy swbaté anrá swbatéerákró andé mé teudiokiéekudú dzudé tsohóá dzurió Amonia Marechal Thaumaturgo/AC. Swbaté dzikete mé anéménîñoá, mé idzé uné dzikete kietsekli swbatkêráyêkröbuãgá andé karayekudú woroy wohoyé tsohóá peneho bó idzé swbaté bó. Swbaté dzikete mé ditoá kuatiaramé, nuné Mékábú, dzudé nunú Dzubukuá-Kipeá Dzutsó, ekudú nunú, mèká tokenhé kó dzikete, nunú idzé kó nunú Swbatéerá, ekudú netçó niú, retsé, dzú, dzehî, uché-embaray, ekudú yetçãndé, ekudú mé teudiokié yetçãndé. kuá meká tu tu mó dîkrody andé dì kró anrá tçambú karai. Aneménîñoá abohó yatcãmyá bõ Natiá Dzutsó Amônia. Wby mékró, andré mekrómisã tidacru yetçãmyá amé dîkrody toá ay txôdxôkié korã. Ay Kariri akriú pideá anrá aunú buyõilhó wché XIX Batyá. Ay torarã tidacrú abohó Yaruáméhö, nunú ekudú kókóbú ekudú uché ekudú wana ekudú peleke ekudú anyá netó ekudyu tsohóá. Barãbarã Yaruáméhö ekudú ditoá kuatiaramé ekudú netçó ekudú woroy ekudú samy, ekudú anhyá, ekudú tsohóá ekudú Kuá. Ekudú kuá mèká kó Nunú Idzé ekudú bedzébü sebecelé métoá-samywówó ekudú swbaté tokenhé ekudú eyakawötçã karay. Méá ekudú waruamé ekudú dzikete swbatkêráyêkrö ekudú idzé raddábü anémébú. Dike Yaruáméhö ekudú teudiokié tokenhé dünetonaté abohó Tsohóá Kariú Kariri ayby raddádé Vale do Cariri Ceará peneho Marechal Thaumaturgo/AC. Ekudú pah ekudú aunúilhó ekudú amydé-sutú ekudú uché Borracha, dehé raddákié raddákié amé damãkié Estado. Dócry Yaruáméhö ekudú wbyyê txôdxôkié radda Acre, ekudú dzikete nanhêkaray kié tamide dzudé radda dzé tsohóá, ekudú ayby Reserva Extrativista do Alto Juruá, ekudú raddápy homologada mó amaená. Peneho raddapy, wohoyé ninhóà kó inhunhu ayby amydé-sutú. Dócry Anætó inhahó raddapy Kariú Kariri dîwóba dîtoá dzibulé. Hîtsohóá ekudú kuá. Ekudú raddá aydzené bihé mó Constituição, dîwöbá kanewy kó retsè, maená dzú ybá dicrodycelé kó tokênhé samy yracychi kó wohoyé anhyá. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | FAPEMA | - |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Estadual do Maranhão | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Yaruáméhö | pt_BR |
| dc.subject | Povo Kariú Kariri | pt_BR |
| dc.subject | Indígenas | pt_BR |
| dc.subject | Rio Amônia | pt_BR |
| dc.subject | Acre | pt_BR |
| dc.subject | Pensamento Originarial | pt_BR |
| dc.subject | Território | pt_BR |
| dc.subject | REAJ | pt_BR |
| dc.subject | Kariú Kariri People | pt_BR |
| dc.subject | Indigenous | pt_BR |
| dc.subject | Amônia River | pt_BR |
| dc.subject | Originarial Anthropology | pt_BR |
| dc.subject | Territory | pt_BR |
| dc.subject | Tsohó Kariú Kariri | pt_BR |
| dc.subject | Niñoá | pt_BR |
| dc.subject | Dzurió Amônia | pt_BR |
| dc.subject | Anéménîñoá | pt_BR |
| dc.subject | Raddápy | pt_BR |
| dc.title | Yaruámèt’hö: flechas da memória na luta pela existência, reconhecimento e território Kariú Kariri em Marechal Thaumaturgo/AC: pensamento originarial contra a negação do estado brasileiro | pt_BR |
| dc.title.alternative | Yaruámèt’hö: arrows of memory in the struggle for existence, recognition, and Kariú Kariri territory in Marechal Thaumaturgo, Acre: indigenous thought against the Brazilian State’s denialism | pt_BR |
| dc.title.alternative | Yaruámèt’hö: ay txôdxôkié amé natiá swbaté ybátsó ayby dîkrodydzâ bihé ay raddápy mó dzudé tsohoá Kariú Kariri dzúrió amônia anrá marechal Thaumaturgo/AC: echié mó dîwobá swbatetsó anéménîñoá mó meá abohó wohöyé yetçahóá andé buangakorã estado brasileiro | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/4373980196636065 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Pereira Junior, Davi | - |
| dc.contributor.advisor1ID | https://orcid.org/0000-0002-6858-7245 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6588396745137152 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Gaioso, Arydimar Vasconcelos | - |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7089674741055580 | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Alves, Lidiane da Conceição | - |
| dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/7854626680556228 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Esta dissertação é uma ação demarcatória de um território epistêmico dentro da academia e uma manifestação da luta coletiva do povo Kariu Kariri do Rio Amônia em Marechal Thaumaturgo/AC. Apresentamos nossa perspectiva para uma Antropologia Originarial, buscando confrontar o olhar acadêmico-colonizador, propondo formas alternativas de pensar e narrar experiências no campo do conhecimento de forma circular. Os fundamentos centrais deste trabalho estão enraizados em nossos tokênhé (anciãos), encantados, a terra, a floresta, as águas. Seguimos uma metodologia própria, denominada Mékábú (uma forma que se aproxima de nossa oralidade). Nela, integramos os grafismos ancestrais com esta escrita, concebida como um grafismo contemporâneo, língua materna e escrita acadêmica em uma abordagem que valoriza o Pensamento Originarial e relacional. Ao longo da pesquisa de campo nas Natiá (Aldeias) Kariú do Amônia, resgatamos memórias, revisitamos manuscritos e documentos, que deram suporte às lutas do presente. O objetivo foi inscrever possibilidades de enfrentamento dos conflitos, da violência histórica e do racismo estatal e institucional enfrentados pelos indígenas Kariu Kariri no Acre desde o século XIX. Estruturada ao redor de três Yaruámét’hö (flechas que falam ao futuro), a primeira seção apresenta os fundamentos metodológicos, questionando as estruturas eurocêntricas da antropologia e propondo uma forma de escrita que emerge das memórias, da espiritualidade e das narrativas dos próprios sujeitos, que são coautores deste texto. Essa primeira seção reafirma nossa presença epistêmica na academia por meio da escrita em nossa língua materna e os desafios para dialogar com o pensamento hegemônico ao qual ela se sustenta. A segunda flecha trata das nossas dunetonaté (memórias coletivas relacionais) e traz um panorama sobre os deslocamentos históricos do povo Kariú Kariri, sequestrados do Vale do Cariri (CE) até o Acre, incluindo o período de escravidão nos seringais durante os Ciclos da Borracha. A seção final analisa os conflitos territoriais decorrentes da contínua negação étnica do Estado contra o povo Kariu Kariri, que se intensificou após o reconhecimento oficial da Terra Indígena Arara do Rio Amônia, que se sobrepõe à Reserva Extrativista do Alto Juruá, território onde vivem os Kariú Kariri e outros descendentes de seringueiros. Concluímos com Anætó (aquilo que desejamos): a demarcação de um território permanente para o povo Kariú Kariri, que garanta (dîwóbá kanewy) seu bem-viver e existência, assim como o respeito aos seus direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição, garantindo a continuidade de suas tradições culturais e espiritualidades múltiplas. | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Campus São Luis Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA | pt_BR |
| dc.publisher.program | PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CARTOGRAFIA SOCIAL E POLÍTICA DA AMAZÔNIA - PPGCSPA | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UEMA | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | Antropologia | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | Etnologia Indígena | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Cartografia Social e Política da Amazônia - CCSA - Dissertações | |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| DISSERTAÇÃO - LAYO AMÕKANEWY BULHÃO KARIÚ – PPGCSPA – CCSA UEMA 2025.pdf | PDF/A | 13.63 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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