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Título: “A gente não é só a casa!” produção intelectual e conflitos: intelectuais quilombolas de Alcântara – MA e a “epistemologia da resistência”
Autor(es): Silva, Gyordanna Patrícia Pereira
Orientador: Silva, Tatiana Raquel Reis
Membro da Banca: Martins, Cynthia Carvalho
Membro da Banca: Pereira Júnior, Davi
Membro da Banca: Barbosa, Viviane de Oliveira
Membro da Banca: Costa, Yuri Michael Pereira
Data do documento: 2025-07-11
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: A tese intitulada “A gente não é só a casa!” Produção Intelectual e Conflitos: Intelectuais Quilombolas de Alcântara – MA e a “Epistemologia da Resistência” versa sobre uma análise acerca do processo em que, frente ao conflito com o CLA nos mais de 40 anos, os intelectuais quilombolas de Alcântara construíram uma “Epistemologia da Resistência”, ancorados na ancestralidade, nos saberes e fazeres de resistência produzidos em seus territórios. A problemática que pautou a tese fora desenvolvida a partir dos seguintes pressupostos: análise do processo de (des)territorialização do conhecimento e das práticas colonialistas como alternativas à hegemonia epistemológica; análise dos conflitos advindos do processo de implantação do CLA ao longo de mais de 40 anos, dos atos de Estado e suas ambiguidades; análise dos saberes e fazeres de resistência dos intelectuais quilombolas a partir de suas territorialidades específicas, convergindo para a construção de uma “Epistemologia da Resistência”. A pesquisa de campo, subsidiada pelo uso da história oral e das práticas de cartografia social, possibilitou a observação dos saberes e fazeres de resistência dos intelectuais quilombolas de Alcântara em seus diferentes territórios, permitindo uma abertura das formas de entendimento e dos esquemas interpretativos. Alinhado com a tese de que os intelectuais quilombolas de Alcântara construíram uma “Epistemologia da Resistência”, ancorados na ancestralidade, nos saberes e fazeres de resistência produzidos em seus territórios, elaborou-se o produto educacional intitulado "Ovo não briga com pedra, mas lambuza!": Insurreição de saberes e a "Epistemologia da Resistência" dos intelectuais quilombolas de Alcântara – MA, objetivando a construção de uma plataforma digital para abrigar a análise dos saberes e fazeres de resistência dos intelectuais quilombolas a partir de suas territorialidades específicas, convergindo para a construção de uma “Epistemologia da Resistência”. Os usuários da plataforma interativa terão acesso à historização do conflito dos intelectuais quilombolas com o CLA desde o processo de sua implantação, à análise dos impactos provocados pelos deslocamentos compulsórios das famílias dos quilombolas para as “agrovilas”, à análise acerca das descontinuidades das políticas públicas, ocasionando deslocamentos em caráter permanente, à historização das mobilizações das entidades representativas dos intelectuais quilombolas e à análise dos saberes e fazeres de resistência do cotidiano dos intelectuais quilombolas em seus diferentes territórios. A plataforma digital subsidiará o ensino de História no que se refere às análises acerca das questões relativas aos conflitos agrários, étnicos, territoriais, movimentos sociais e violação de direitos das comunidades tradicionais, especificamente os quilombolas de Alcântara – MA.
Resumo: The thesis entitled “We are not just the house!” Intellectual Production and Conflicts: Quilombola Intellectuals of Alcântara – MA and the ‘Epistemology of Resistance’ presents an analysis of how, in the face of over 40 years of conflict with the Alcântara Launch Center (CLA), the Quilombola intellectuals of Alcântara developed an “Epistemology of Resistance” rooted in ancestry, and in the knowledge and practices of resistance produced within their territories. The central problem addressed in the thesis is grounded on the following premises: an analysis of the (de)territorialization of knowledge and colonialist practices as alternatives to epistemological hegemony; an analysis of the conflicts arising from the implementation of the CLA over the course of more than four decades, the actions of the State and their ambiguities; and an analysis of the knowledge and practices of resistance by the Quilombola intellectuals, based on their specific territorialities, leading to the construction of an “Epistemology of Resistance.” Fieldwork, supported by oral history and social cartography practices, enabled the observation of the knowledge and resistance practices of the Quilombola intellectuals of Alcântara across their different territories, allowing for a broadening of interpretative frameworks and understandings. Aligned with the thesis that the Quilombola intellectuals of Alcântara developed an “Epistemology of Resistance” grounded in ancestry and local resistance knowledge and practices, an educational product was developed: “An egg doesn’t fight a stone, but it makes a mess!”: Uprising of Knowledge and the ‘Epistemology of Resistance’ of Quilombola Intellectuals from Alcântara – MA. This initiative aims to create a digital platform for analyzing the knowledge and practices of resistance of Quilombola intellectuals based on their specific territorialities, contributing to the construction of an “Epistemology of Resistance.” Users of the interactive platform will have access to the historical development of the conflict between the Quilombola intellectuals and the CLA since its implementation; to analyses of the impacts caused by the forced displacement of Quilombola families to “agrovillages”; to examinations of the discontinuities in public policies resulting in permanent displacements; to the history of mobilizations by representative Quilombola organizations; and to analyses of everyday resistance knowledge and practices within their various territories.
Palavras-chave: Ensino de História
Intelectuais quilombolas
Epistemologia da Resistência
Alcântara - Maranhão
Plataforma digital
Implantação do CLA
História oral
Cartografia social
Comunidades tradiiconais
Quilombolas - Alcântara Maranhão
History Teaching
Quilombola Intellectuals
“Epistemology of Resistance”
Digital platform.
Implementation of the CLA
Oral history
Social cartography
Traditional communities
Quilombola communities - Alcântara, Maranhão
Aparece nas coleções:Doutorado Profissional em História - CECEN - Teses

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