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Título: Origem botânica, características físico-químicas e sensoriais do mel branco de Melipona fasciculata SMITH, 1854 (APIDAE: MELIPONINA)
Título(s) alternativo(s): Botanical origin, physicochemical and sensory characteristics of the white honey of *Melipona fasciculata* Smith, 1854 (Apidae: Meliponina)
Autor(es): Diniz, Nahor Daniel Ribeiro
Orientador: Tenório, Eleuza Gomes
Membro da Banca: Lima, Monique Hellen Ribeiro
Membro da Banca: Dias, Helder Luís Chaves
Data do documento: 2023-07-24
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: O mel com uma coloração peculiar, chamada mel branco é um produto incomum, definido pelo valor de 0,0 a 34mm na escala de cor da gama Pfund. Pode ser encontrado em méis produzidos tanto por abelhas Apis mellifera quanto por Abelhas Indígenas Sem Ferrão (AISF). Esses tipos de méis mais claros atingem valor comercial superior e são preferidos pelo mercado consumidor. Teve-se por objetivo verificar as características do mel branco produzido pela abelha indígena sem ferrão, tiúba, Melipona fasciculata, identificando os recursos florais utilizados pela abelha, bem como, as principais características físico-química (Brix e Umidade) e sensorial do mel branco. Ao todo, seis amostras de mel branco de M. fasciculata foram analisadas, sendo duas coletadas na Unidade de Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão, Meliponário Experimental - Prof. Dr. Warwick Estevam Kerr, instalada na Fazenda Escola de São Luís (FESL) da UEMA. As demais amostras foram coletadas em meliponários de propriedades particulares nos municípios de Anajatuba, Arari, São Bernardo e São José de Ribamar, sendo uma amostra oriunda de cada município. Os parâmetros físico-químico, sensorial e palinológico das amostras de mel branco foram avaliados no Laboratório de Apicultura e Meliponicultua (LAPIMEL) da UEMA. Os teores de Brix e Umidade de todas as amostras estavam fora dos padrões estabelecidos pela Legislação brasileira, porém, compatíveis com as características físico-químicas para méis de Abelhas Indígenas Sem Ferrão (AISF). Os resultados também apontaram que em cada município, houve uma espécie nectarífera importante para formação do mel. As espécies nectaríferas mais reprentativas, revelaram a diversidade vegetal utilizada pelas abelhas, especialmente por espécies de flora nativa, com destaque para Merremia aegyptia (L.) Urb. (F. Convolvulaceae), Hyptis atrorubens Poit. (F. Lamiaceae), Mimosa caesalpiniifolia Benth. (F. Fabaceae), Borreria verticillata (L.) (F. Rubiaceae) e Alternanthera tenella Colla. (F. Amaranthaceae). Entretanto, plantas que produzem muito pólen e relativamente pouco néctar, podem ser super-representadas nos espectros polínicos. Por outro lado, plantas que produzem muito néctar e pouco pólen podem ser sub-representadas nos espectros polínicos. Isso incica que estudos mais detalhados sobre a determinação da origem botânica no mel branco de M. fasciculata devem ser realizados
Resumo: Honey with a peculiar color, called white honey, is an unusual product, defined by a value of 0.0 to 34mm on the Pfund range color scale. It can be found in honey produced by both Apis mellifera and Indigenous Stingless Bees (AISF). These types of clearer honeys reach higher commercial value and are preferred by the consumer market. The objective was to verify the characteristics of white honey produced by the indigenous stingless bee, tiúba, Melipona fasciculata, identifying the floral resources used by the bee, as well as the main physical-chemical (Brix and Humidity) and sensorial characteristics of white honey . In all, six samples of white honey from M. fasciculata were analyzed, two of which were collected at the Stingless Indigenous Bee Breeding Unit, Meliponário Experimental - Prof. doctor Warwick Estevam Kerr, installed at UEMA's Fazenda Escola de São Luís (FESL). The other samples were collected from meliponaries on private properties in the municipalities of Anajatuba, Arari, São Bernardo and São José de Ribamar, with a sample coming from each municipality. The physical-chemical, sensory and palynological parameters of the white honey samples were evaluated at the Beekeeping and Meliponicultua Laboratory (LAPIMEL) at UEMA. The Brix and Moisture contents of all samples were outside the standards established by the Brazilian Legislation, however, compatible with the physicochemical characteristics for honey from Indigenous Stingless Bees (AISF). The results also showed that in each municipality, there was an important nectariferous species for the formation of honey. The most representative nectariferous species, revealed the plant diversity used by bees, especially by species of native flora, with emphasis on Merremia aegyptia (L.) Urb. (F. Convolvulaceae), Hyptis atrorubens Poit. (F. Lamiaceae), Mimosa caesalpiniifolia Benth. (F. Fabaceae), Borreria verticillata (L.) (F. Rubiaceae) and Alternanthera tenella Colla. (F. Amaranthaceae). However, plants that produce a lot of pollen and relatively little nectar may be overrepresented in pollen spectra. On the other hand, plants that produce a lot of nectar and little pollen may be underrepresented in the pollen spectra. This indicates that more detailed studies on the determination of the botanical origin of white honey from M. fasciculata should be carried out
Palavras-chave: Melissoplinologia
Meliponicultura
Recurso floral
Melissoplinology
Meliponiculture
Floral resource
Aparece nas coleções:Curso de Bacharelado em Agronomia - CCA UEMA - Monografias

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