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dc.creatorMoura, Sílvia Oliveira Cunha-
dc.date.accessioned2026-08-26T18:11:18Z-
dc.date.available2026-08-26-
dc.date.available2026-08-26T18:11:18Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationMOURA, Sílvia Oliveira Cunha. A Voz Liberta: a poética de resistência em Eu, Mulher Negra, Resisto, de Alzira Rufino. 2025. 105p. Dissertação (Mestrado em Letras) Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, 2025. Disponível em: https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6505pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/6505-
dc.description.abstractThe aim of this paper is to analyse how the poetic voice structures, from the production of being, knowing and knowing, aesthetic representations that bring out signs and meanings in the text that organize thoughts of freedom, resistance and ancestry, precisely in Eu, mulher negra, resisto, by Alzira Rufino. The research is based on theorists and scholars who explore the nuances contemplated in Rufino's poetic writing, with a thought that welcomes the essence of subjectivity into the poetic space of language to announce what it means to be a black woman's body/experience in the world. In this sense, writing can be understood as freeing one's voice to talk about oneself - a black woman - and also about the history of being a woman. As we know, the history of women, especially black women, has always been marked by battles and resistance. Considering these facts, Alzira Rufino makes her poetic text a space to say no to this attempt to erase the knowledge, the projection of thought and the intellectuality that lies in being a black woman. With this gaze, Rufino fissures the poetic text with the desire to confront and excavate, from his own history, reverberations of a self-definition that values the consciousness and conception of the black subject against all forms of domination, namely: social, historical and politicalphilosophical. To this end, among the scholars who underpin this study, we highlight: bell hooks (2019; 2023), Grada Kilomba (2019), Angela Davis (2016) and Lélia Gonzalez (1984), who discuss the condition of black women, their struggles and their achievements. In addition to them, we have Giorgio (2004), Achille Mbembe (2018) and Patricia Hill Collins (2022), who respectively discuss: the regime of exception; slave conditions and necropolitics; the conditions of women and the inequalities they face. As far as possible conclusions are concerned, we can say that Alzira Rufino's poetry allows women to be the protagonists of their own history. This author brings strong and resistant characters, denouncing in her poetry the structural racism that exists in Brazilian society, debunking the myth of racial democracy that tries to mask the discrimination suffered by black womenpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Estadual do Maranhãopt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectAlzira Rufinopt_BR
dc.subjectEu, mulher negra, resistopt_BR
dc.subjectVoz poéticapt_BR
dc.subjectResistênciapt_BR
dc.subjectAlzira Rufinopt_BR
dc.subjectI, a black woman, resistpt_BR
dc.subjectPoetic voicept_BR
dc.subjectResistancept_BR
dc.titleA Voz Liberta: a poética de resistência em Eu, Mulher Negra, Resisto, de Alzira Rufinopt_BR
dc.title.alternativeThe Liberated Voice: The Poetics of Resistance in *Eu, Mulher Negra, Resisto* by Alzira Rufinopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4089752174229521pt_BR
dc.contributor.advisor1Bertolino, Linda Maria de Jesus-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-1655-2769pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7276329992523008pt_BR
dc.contributor.referee1Figueiredo, Eurídice-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9000511359809457pt_BR
dc.contributor.referee2Mendes, Algemira de Macêdo-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-9253-7088pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/9640006031037348pt_BR
dc.description.resumoO objetivo deste trabalho é analisar como a voz poética estrutura, a partir da produção do ser, conhecer e saber, representações estéticas que fazem aflorar no texto signos e sentidos que organizam pensamentos de liberdade, resistência e ancestralidade, precisamente em Eu, mulher negra, resisto, de Alzira Rufino. A pesquisa se fundamenta em teóricos e estudiosos que exploram as nuances contempladas na escrita poética rufiniana, com um pensamento que acolhe no espaço poético da linguagem a essência da subjetividade para anunciar o que representa ser um corpo/experiência de mulher negra no mundo. Nesse sentido, escrever pode ser compreendido como libertar a voz para falar sobre si — mulher preta e, igualmente, sobre a história de ser mulher. Como sabemos, desde sempre, a história das mulheres, sobretudo das mulheres negras, tem sua trajetória marcada por batalhas e resistências. Considerando tais fatos, Alzira Rufino faz de seu texto poético um espaço para dizer não a essa tentativa de apagamento ao conhecimento, à projeção de pensamento e à intelectualidade que reside no ser mulher negra. Com esse olhar, Rufino fissura o texto poético com o desejo de enfrentar e escavar, a partir de sua própria história, reverberações de uma autodefinição que valoriza a consciência e a concepção do sujeito negro contra todas as formas de dominação, quais sejam: social, histórica e político-filosófica. Para tanto, dentre os estudiosos que fundamentam este estudo, destacamos: bell hooks (2019; 2023), Grada Kilomba (2019), Angela Davis (2016) e Lélia Gonzalez (1984), as quais discutem a condição da mulher negra, suas lutas e suas conquistas. Além delas, temos Giorgio Agamben (2004), Achille Mbembe (2018) e Patrícia Hill Collins (2022), que respectivamente discutem: regime de exceção; as condições escravocratas e a necropolítica; as condições das mulheres e as desigualdades enfrentadas por elas. No que diz respeito, às possíveis conclusões, informamos que a poética de Alzira Rufino possibilita que as mulheres sejam protagonistas de sua própria história. Essa autora traz personagens fortes e resistentes, denunciando, em sua poesia, o racismo estrutural que existe na sociedade brasileira, caindo por terra o mito da democracia racial que tenta mascarar a discriminação sofrida pelas mulheres negraspt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCampus São Luis Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais – CECENpt_BR
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - PPGLetraspt_BR
dc.publisher.initialsUEMApt_BR
dc.subject.cnpqLetraspt_BR
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