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Título: Aspectos morfofisiológicos e anatômicos de plântulas de Handroanthus impetiginosus: reguladores de crescimento, trocas gasosas e enriquecimento de CO2 no cultivo in vitro
Título(s) alternativo(s): Morphophysiological and anatomical aspects of Handroanthus impetiginosus seedlings: growth regulators, gas exchange, and CO2 enrichment in in vitro culture
Autor(es): Costa, Thayanna Vieira
Orientador: Corrêa, Thais Roseli
Membro da Banca: Figueiredo, Fábio Afonso Mazzei Moura de Assis
Membro da Banca: Miranda, Natane Amaral
Data do documento: 2025-09-30
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: Handroanthus impetiginosus, popularmente conhecido como ipê roxo, é uma espécie lenhosa com elevado potencial farmacológico, madeireiro e ornamental; contudo, apresenta limitações quanto a sua propagação. As técnicas de cultivo in vitro como a germinação, multiplicação, enraizamento e o uso de CO2 podem ser excelentes alternativas para a propagação dessa espécie. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo realizar o estabelecimento, multiplicação e enraizamento in vitro da espécie, bem como analisar o impacto da sacarose e do enriquecimento de CO2 no desenvolvimento e anatomia do ipê roxo. O capítulo I conta com o referencial teórico abordando os principais tópicos da espécie no cultivo in vitro. No capítulo II foi realizado a germinação de sementes, multiplicação (a partir de segmentos de caule) e enraizamento (a partir de brotos) in vitro do ipê roxo. As sementes foram previamente desinfestadas e inoculadas em meio de cultura ½ MS sem reguladores de crescimento. Para a multiplicação dos segmentos de caule, utilizou-se meio WPM com citocininas m-TP e BAP (0, 2,5, 5 μM) e para o enraizamento utilizou-se meio WPM com auxinas ANA e AIB (0, 3 e 6 μΜ). Após 45 dias de cultivo observou-se que a m-TP 5 μM se sobressaiu como citocinina principal para a multiplicação do ipê roxo e o AIB em concentrações moderadas como indutor radicular em protocolos de micropropagação do ipê roxo. No capítulo III, os segmentos de caule provindos da multiplicação, inoculados em meio WPM, suplementados com sacarose (0, 10, 20 g L-1) e m-TP 5 μM, foram acondicionados em duas câmaras climáticas com concentração ambiente de CO2 (420 ± 30 μmol mol-1) e com concentração elevada de CO2 (800 ± 30 μmol mol-1). Após 35 dias de cultivo observou-se que 10 g L-1 de sacarose + 800 μmol mol-1 de CO2 maximiza o crescimento e a eficiência fotossintética durante o cultivo in vitro de ipê roxo, especialmente em fases de transição para a autotrofia, e 20 g L-1 de sacarose + 800 μmol mol-1 de CO2 influenciou na anatomia da espécie. Este estudo apresentou resultados interessantes que possibilitam o estabelecimento de protocolo, de multiplicação e enraizamento do ipê roxo, os quais podem servir como subsídios para propagação em escala de plantas. Os resultados encontrados apontam ainda a possibilidade de que H. impetiginosus apresente certa plasticidade fisiológica e anatômica diante de ambientes com alta concentração de CO2, como os previstos em cenários de mudanças climáticas, sugerindo um potencial adaptativo da espécie.
Resumo: Handroanthus impetiginosus, popularly known as ipê roxo (purple trumpet tree), is a woody species with significant pharmacological, timber, and ornamental potential; however, it faces propagation limitations. In vitro cultivation techniques—such as germination, multiplication, rooting, and CO2 enrichment—offer excellent alternatives for propagating this species. Thus, this study aimed to establish, multiply, and root the species in vitro, as well as to analyze the impact of sucrose and CO2 enrichment on the development and anatomy of ipê roxo. Chapter I presents the theoretical background, addressing key topics regarding the species' in vitro cultivation. Chapter II details the in vitro seed germination, multiplication (using stem segments), and rooting (using shoots) of ipê roxo. Seeds were surface-sterilized and inoculated onto ½ MS culture medium without growth regulators. WPM medium supplemented with the cytokinins m-TP and BAP (0, 2.5, and 5 μM) was used for stem segment multiplication, while WPM medium with the auxins NAA and IBA (0, 3, and 6 μM) was used for rooting. After 45 days of cultivation, 5 μM m-TP emerged as the superior cytokinin for ipê roxo multiplication, and IBA at moderate concentrations proved effective as a root inducer in micropropagation protocols. In Chapter III, stem segments derived from the multiplication phase—inoculated onto WPM medium supplemented with sucrose (0, 10, and 20 g L⁻¹) and 5 μM m-TP—were placed in two climate chambers: one with ambient CO2 concentration (420 ± 30 μmol mol⁻¹) and the other with elevated CO2 concentration (800 ± 30 μmol mol⁻¹). After 35 days of culture, it was observed that 10 g L⁻¹ sucrose + 800 μmol mol⁻¹ CO₂ maximized growth and photosynthetic efficiency during the in vitro culture of ipê roxo (purple trumpet tree), particularly during the transition phases to autotrophy, while 20 g L⁻¹ sucrose + 800 μmol mol⁻¹ CO₂ influenced the species' anatomy. This study presented interesting results that enable the establishment of a protocol for the multiplication and rooting of ipê roxo, which can serve as a basis for large-scale plant propagation. The findings also indicate the possibility that H. impetiginosus exhibits a degree of physiological and anatomical plasticity in response to high CO₂ concentrations—such as those predicted in climate change scenarios—suggesting the species possesses adaptive potential.
Palavras-chave: Micropropagação
Multiplicação
Enraizamento
CO2 elevado
Espécie lenhosa
Micropropagation
Multiplication
Rooting
Elevated CO2
Woody species
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências Agrárias PPGCIAG - CCA UEMA - Dissertações

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