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Título: O simbolismo do sertão: uma leitura filosófica de Grande Sertão Veredas
Título(s) alternativo(s): The symbolism of the backlands: a philosophical reading of Grande Sertão Veredas
Autor(es): Santos, William Ricardo Nunes
Orientador: Soares , Daniel Benevides
Membro da Banca: Costeski , Evanildo
Membro da Banca: Rocha, José Alesi Santiago
Data do documento: 2025-01-10
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo principal realizar uma aproximação filosófica do romance Grande Sertão: Veredas (1956), de João Guimarães Rosa, partindo de uma justificativa necessária a respeito da possibilidade de compreender filosoficamente uma obra literária, discutindo uma forma de expressão da filosofia característica do Brasil e apresentando possibilidades metodológicas de trabalhar essa relação. Em seguida, apresenta-se, a partir do pensamento do filósofo romeno Mircea Eliade, a noção de mito enquanto narrativa sagrada, estruturadora da experiência humana e reveladora de modelos exemplares de existência, enfatizando conceitos como hierofania, símbolo, tempo e espaço sagrados. Por fim, no intuito de compreender a formação intelectual do autor do romance, apresenta-se uma análise biográfica e intelectual do autor, destacando suas influências místicas, metafísicas e literárias, bem como o diálogo entre tradições orientais, pensamento hermético e filosofia ocidental clássica, articulando a obra roseana com a noção de mito enquanto narrativa sagrada, estruturadora da experiência humana.A análise mostra como o romance encena ritos de passagem, travessias existenciais e tensões metafísicas, condensando em sua linguagem e estrutura elementos arcaicos que sobrevivem na literatura contemporânea. Demonstra-se assim, que Grande Sertão: Veredas funciona como uma atualização literária do imaginário mítico universal, oferecendo um campo frutífero para reflexões filosóficas sobre o sagrado, a subjetividade, a alteridade e a condição humana
Resumo: This work aims to conduct a philosophical examination of João Guimarães Rosa’s novel Grande Sertão: Veredas (1956), beginning with a necessary justification about the possibility of philosophically interpreting a literary work. It discusses a mode of philosophical expression characteristic of Brazil and presents ethodological approaches for articulating this relationship. Subsequently, drawing on the thought of Romanian philosopher Mircea Eliade, it explores the notion of myth as a sacred narrative that structures human experience and reveals exemplary models of existence, emphasizing concepts such as hierophany, symbol, and sacred time and space. Finally, in order to understand the intellectual formation of the author, the study presents a biographical and intellectual analysis of Rosa, highlighting his mystical, metaphysical, and literary influences, as well as the dialogue between Eastern traditions, Hermetic thought, and classical Western philosophy. This articulation allows for a reading of Rosa’s work as a literary reactivation of the universal mythical imagination. The analysis demonstrates how the novel stages rites of passage, existential crossings, and metaphysical tensions, condensing in its language and structure archaic elements that persist within contemporary literature. Thus, Grande Sertão: Veredas emerges as a fertile field for philosophical reflection and as a modern mbodiment of sacred mythic structur
Palavras-chave: Mito
Símbolo
Metafísica
Grande Sertão Veredas
Filosofia
Myth
Symbol
Metaphysics
Grande Sertão Veredas
Philosophy
Aparece nas coleções:Curso de Licenciatura em Filosofia - CECEN - UEMA - Monografias

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