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Título: Fatores de risco e distribuição espacial da anemia infecciosa equina no Estado do Maranhão, no período 2008 a 2010
Título(s) alternativo(s): Risk factors and spatial distribution of Equine Infectious Anemia in the State of Maranhao, in the period 2008 to 2010
Autor(es): Lima, Conceição de Maria Seabra Nogueira Mendonça
Orientador: Melo, Ferdinan Almeida
Membro da Banca: Chaves, Daniel Praseres
Membro da Banca: Santos, Hamilton Pereira
Data do documento: 2012
Editor: Universidade Estadual do Maranhão
Resumo: O objetivo deste trabalho foi conhecer a frequência da anemia infecciosa equina no estado do Maranhão, fatores de risco associados a doença e sua distribuição espacial. Foram utilizados dados dos laboratórios credenciados para a realização do exame e do Serviço de Inspeção e Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura no Maranhão, coletados das fichas de requisição e resultado de diagnóstico da anemia infecciosa equina do período de 2008 a 2010. A avaliação estatística descritiva das variáveis e as análises univariada e multivariada dos fatores de risco associados à ocorrência da enfermidade foram feitas utilizando o programa estatístico Stata versão 10.0. A distribuição espacial total de exames realizados e dos resultados positivos por município do estado foi realizado por meio do Terraview, versão 3.5.0. As variáveis que apresentaram p < 0,20 na análise univariada fizeram parte da análise multivariada, permanecendo neste modelo as que p < 0,05, sendo consideradas relevantes. Foram analisadas 13.986 fichas de requisição das quais 10,63% (1.487) tiveram resultado positivo para anemia infecciosa equina. Constatou-se que a maior frequência ocorreu no ano de 2010 (11,22%) em relação aos anos de 2009 (10,80%) e 2008 (9,77%). Em todas as mesorregiões do estado foram identificados animais positivos, contudo a Sul Maranhense apresentou maior frequência (13,75%). Dentre os equídeos, os muares apresentaram maior percentual de animais positivos (15,98%), seguidos dos asininos (10,96%) e equinos (10,08%). Os animais SRD tiveram maior número de reagentes (16,50%) em relação aos mestiços (13,72%). As fêmeas apresentaram maior frequência (12,54%) que os machos (9,09%), assim como maior frequência nos animais de criação (39,17%) se comparados às outras utilidades. Conclui-se que a doença é endêmica no estado, tendo como fatores de risco os equídeos de outras raças como andaluz, apallosa, árabe, campolina, crioulo, inglês, lusitano, paint horse e pêga (OR=8,20, IC 95%= CI [5,96 – 11,29]) e como fatores de proteção: fêmeas (OR=0,31, IC 95%=[0,22 – 0,42]); utilidade esporte (OR=0,03, IC 95%=[0,01 – 0,07]); nas faixas etárias > 60 a < 120 (OR=0,61, IC 95%=[0,45 – 0,84]); > 120 (OR=0,29, IC 95%=[0,15 – 0,54]); de haras (OR=0,11, IC 95%=[0,01 – 0,89]); de raça mestiça (OR=0,64, IC 95%=[0,43 – 0,95]).
Resumo: The objective of this study was to know the frequency of equine infectious anemia in Maranhao state, risk factors associated with the disease and its spatial distribution. Data were collected from the following sources: accredited laboratories, Department of Animal Health Inspection and Supervision of Federal Agriculture in Maranhao, from 2008 to 2010. The descriptive statistical evaluation of variables and univariate and multivariate analysis of risk factors associated with the occurrence of the disease were made using the statistical software Stata, version 10.0. The spatial distribution of total tests performed and positive results by municipality in the state was conducted by the Terraview, version 3.5.0. Variables with p <0.20 in univariate analysis were part of the multivariate analysis, remaining in this model that the p <0.05 were considered significant. From the total of 13.986 records request analyzed, 10.63% (1.487) tested positive for equine infectious anemia. The frequencies were 11.22%, 10.80% and 9.77%, for the years 2010, 2009 and 2008, respectively. In every state mesoregions positive animals were identified, however the south of Maranhao had a higher frequency (13.75%). Among the equines, the mules showed the highest percentage of positive animals (15.98%), followed by donkeys (10,96%) and horses (10.08%). The mixed breed horses had a higher number of reagents (16.50%) in relation to crossbred horses (13.72%). Females had higher frequency (12.54%) than males (9.09%) and the disease was more frequent in farms animals (39.17%) compared to the other utilities. It was concluded that the disease is endemic in the state. Risk factors were horses of other breeds as Andalusian apallosa, Arabic, Campolina, Creole, English, Lusitanian, paint horse and magpie (OR = 8.20, 95 % = CI [5.96 – 11.29]) and as protective factors: females (OR = 0.31, 95% CI = [0.22 – 0.42]); sport utility (OR = 0.03, 95% CI = [0.01 – 0,07]) in the age groups > 60 < 120 (OR = 0.61, 95% CI = [0.45 – 0.84]) > 120 (OR = 0.29, 95% CI = [0.15 – 0.54]); of farms (OR = 0.11, 95% CI = [0.01 – 0.89]), of mixed race (OR = 0.64, 95% CI= [0.43- 0.95]).
Palavras-chave: Anemia infecciosa equina
Frequência
Distribuição espacial - anemia infeccionsa equina
Fatores de risco
Ciência Animal
Equindeocultura
Fatores de risco - anemia infecciosa equina
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciência Animal - CCA - Dissertações

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