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Título: Controle biológico e bioatividade do óleo essencial de Varronia curassavica Jacq. (BORAGINACEAE) A Raoiella indica Hirst (ACARI: TENUIPALPIDAE)
Autor(es): Lira, Vanessa de Araújo
Palavras-chave: Cocos nucifera
Ácaro-vermelho-das-palmeiras
Fitoquímicos
Resposta funcional.
Amblyseius largoensis
Data do documento: 20-Fev-2018
Editor: UEMA
Resumo: O ácaro-vermelho-das-palmeiras, Raoiella indica (Acari: Tenuipalpidae), é uma das principais pragas da cultura do coqueiro (Cocos nucifera L.) no mundo. O ácaro predador Amblyseius largoensis (Acari: Phytoseiidae) é encontrado em associação com R. indica em vários países, inclusive no Brasil, e pode auxiliar no controle dessa praga em campo. Os fitoquímicos podem ser usados para o manejo de pragas e são, geralmente, compatíveis com organismos benéficos e menos prejudiciais ao homem e ao meio ambiente. Varronia curassavica Jacq. (Boraginaceae) é uma espécie medicinal nativa do Brasil, cujo óleo essencial possui atividade bactericida, larvicida e fungicida. No entanto, não há estudos sobre a bioatividade do óleo essencial de V. curassavica a ácaros fitófagos e sua compatibilidade com ácaros predadores. O objetivo deste trabalho foi determinar a resposta funcional de A. largoensis sobre diferentes estádios de desenvolvimento do ácaro-vermelho-das-palmeiras e avaliar a bioatividade do óleo essencial do acesso VCUR 404 de V. curassavica a R. indica e sua seletividade a A. largoensis. Ninfas e fêmeas de A. largoensis apresentaram resposta funcional do tipo II ao consumirem ovos, protoninfas e fêmeas de R. indica, com exceção de ninfas do predador consumindo protoninfas da praga, que apresentaram resposta funcional do tipo III. As maiores taxas de oviposição de A. largoensis foram atingidas quando o predador se alimentou de ovos e protoninfas da praga. O óleo essencial do acesso VCUR 404 de V. curassavica foi tóxico a R. indica (CL50 = 1,9 mg/mL e CL99 = 9,1mg/mL) e atrativo ao mesmo por até 24 horas nas áreas tratadas com as CL50 e CL75. As CL25, CL50 e CL75 do óleo reduziram a taxa de crescimento de R. indica, indicando uma tendência à extinção da praga, enquanto a CL99 causou a inviabilidade de 80% dos seus ovos. No entanto, a CL50 do óleo essencial, estimada para R. indica, causou redução da taxa de crescimento de A. largoensis e a CL99 causou alta mortalidade (>90 %). Conclui-se que ninfas e fêmeas de A. largoensis podem contribuir para a redução de R. indica, principalmente em baixas densidades da praga. Adicionalmente, por ser tóxico e atrativo ao ácaro-vermelho-das-palmeiras, o óleo essencial do acesso VCUR 404 de V. curassavica poderia ser usado como uma armadilha para atrair e matar a praga.
Descrição: 81 f. Dissertação (Mestrado em Agroecologia) - Universidade Estadual do Maranhão,São Luís,2018. Orientador: Prof. Dr. Adenir Vieira Teodoro
URI: http://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/1229
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